quinta-feira, 25 de abril de 2013

SEM SEGREDOS


O medo de dentista dos pais pode passar para os filhos

Um pai que tem medo de ir ao dentista é propenso a transmitir seu medo para os filhos, dizem pesquisadores espanhois.
Embora os pesquisadores na Universidade do Rei Juan Carlos de Madrid digam que estudos anteriores identificaram uma associação entre os níveis de medo de pais e filhos, nenhum outro estudo concentrou-se nos diferentes papeis de mães e pais na transmissão de medo de dentista aos filhos.
Num estudo publicado no International Journal of Paediatric Dentistry, cientistas pesquisaram 183 crianças de Madri com idades variando entre 7 e 12 anos, e também seus pais. As famílias receberam questionários anônimos que pediam aos participantes para classificar o medo em 15 itens relacionados à odontologia e a outros assuntos médicos.
Os cientistas tinham duas hipóteses: quanto maior o medo de dentista de um membro da família, maior será o medo transmitido ao seu filh, pelo fato de ter grande influência no medo dos filhos.
Os dados mostram que as mães reportaram os mais altos níveis de medo de dentista, confirmando assim a primeira hipótese.
Concluíram também que os sentimentos dos pais a respeito de ir ao dentista têm um papel fundamental para determinar se o medo de dentista da mãe será transmitido para os seus filhos.
“Embora os resultados devam ser interpretados com o devido cuidado, as crianças parecem prestar atenção às reações emocionais dos pais ao decidir se as situações no dentista são realmente estressantes”, diz a coautora do estudo, Professora America Lara-Sacido.
A Professora America Lara-Sacido diz que os resultados apontam a necessidade dos dentistas reduzirem o medo dos pais fornecendo-lhes informações precisas sobre os tratamentos odontológicos, técnicas simples de relaxamento ou abordando os pensamentos negativos para evitar a transmissão dos medos para os filhos.
No que diz respeito à assistência na clínica odontológica, o trabalho com os pais é a chave”, diz a Prof. Lara-Sacido. “Eles devem parecer relaxados como forma de garantir diretamente que o filho também esteja relaxado. Pelo contágio emocional positivo na família, a atitude correta pode ser alcançada pela criança, de forma que ir ao dentista não seja um problema”, ela diz.
MouthHealthy.org, o website da ADA (em inglês) para o consumidor, oferece orientações para os pais que levam o filho ao dentista pela primeira vez (htpp://www.mouthhealthy.org/en/babies-and-kids/healthy-habits/).
A ADA recomenda que a primeira consulta da criança com o dentista seja agendada seis meses depois que o primeiro dente irromper, porém, antes do aniversário de um ano.
“Não espere até eles entrarem na escola ou até surgir uma emergência. Acostume já seu filho com os bons hábitos de saúde bucal”, aconselha o website.
Embora a primeira consulta seja principalmente para o dentista examinar a boca da criança e verificar o crescimento e desenvolvimento, ela serve também para a criança sentir-se confortável com o consultório. Para que a consulta seja positiva, os pais devem:
  • Marcar a consulta no período da manhã, quando as crianças tendem a estar descansadas e tranquilas.
  • Guardar a ansiedade e preocupações para si mesmos. As crianças podem captar as emoções, portanto, os pais devem enfatizar o positivo.
  • Nunca usar a consulta com o dentista como punição ou ameaça.
  • Nunca suborne seu filho.
  • Conversar com seu filho sobre a consulta com o dentista.

sábado, 13 de abril de 2013

TRANSGÊNICOS


O QUE SÃO ALIMENTOS TRANSGÊNICOS?
                Os transgênicos surgiram como alternativa para se obter matéria-prima mais elaborada, resistente a pragas e enriquecida com vitaminas e minerais.
                A técnica utilizada é a transgenia, que permite que determinado alimento receba um ou mais genes de outro organismo. Um bom exemplo é a soja com ômega 3, um tipo de gordura que melhora o sistema cardiovascular, mas que não está naturalmente presente no grão.
                Os alimentos geneticamente modificados mais conhecidos são aqueles derivados de plantas, como o milho e a soja. No entanto, vitaminas, enzimas e corantes transgênicos são utilizados na indústria alimentícia há mais de uma década.
PODEMOS CONSUMIR SEM RISCO?
                Há uma certa preocupação a respeito dos efeitos negativos causados pela transgenia de alimentos, tanto para organismos que servem de matéria-prima quanto para o consumidor final. No entanto, existe um sistema rigoroso para liberar a comercialização dos alimentos transgênicos. Todo alimento geneticamente modificado só é liberado para consumo depois de passar por uma série de testes que avaliam a segurança para o meio ambiente e para a saúde humana. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO/ONU) e a Organização Mundial de Saúde (OMS) são duas das entidades internacionais que asseguram o consumo de transgênicos.
              Segundo Flávio Finardi Filho, professor e pesquisador do Departamento de Alimentos e Nuutrição da USP (Universidade de São Paulo), não há nenhum registro de problema de saúde causado por alimentos geneticamente modificados, os transgênicos, a seres humanos ou animais. Mas seria um erro afirmar que estamos livres deste risco.
Os riscos existem tanto para o consumo de alimentos transgênicos quanto para os alimentos convencionais. A vantagem dos transgênicos é que seu lançamento no mercado é antecedido por um grande volume de testes e pesquisas.

POR QUE ESCOLHER OS TRANSGÊNICOS
                A exemplo da soja com o ômega 3, as vantagens de produzir um alimento geneticamente modificado é que ele pode ser uma opção mais saudável e nutritiva. Além disso, substâncias indesejáveis que causam reações e alergias são reduzidas no processo de modificação.
                A técnica também diminui as perdas na lavoura, já que frutas e hortaliças transgênicas demoram a amadurecer e se adaptam facilmente ao ambiente.
                Cientistas de importantes academias nacionais e internacionais divulgaram um relatório defendendo a adoção de plantas geneticamente modificadas na agricultura como forma de reduzir a fome no planeta, não só porque aumentam a produtividade agrícola, mas porque melhoram também a qualidade dos alimentos.
° como consumidor, temos o direito de saber qual tipo de alimento estamos comprando. De acordo com a legislação, todo produto que apresente mais de 1% de Organismos Geneticamente Modificados em sua composição deve exibir essa informação no rótulo.
° se optar por consumir alimentos que não tenham passado pelo processo de modificação genética, fique atento ao símbolo de fácil identificação nas embalagens.
° No Brasil, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) é o órgão responsável por avaliar os pedidos de pesquisa ou comercialização dos transgênicos.






























sexta-feira, 12 de abril de 2013


APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS SOB ORIENTAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DA
Profª e CD ALESSANDRA ROSSI



JOUGO 2012
JORNADA ODONTOLÓGICA UNIP GOIÂNIA
25 E 26 DE OUTUBRO 2012



ESTUDO COMPARATIVO ENTRE O PROPEX E NOVAPEX QUANTO A PRECISÃO DA LOCALIZAÇÃO ELETRÔNICA FORAMINAL COM UTILIZAÇÃO DE DENTES ARTIFICIAIS
Autores: SILVA, Lorena Gomes da; LUSTOSA-PEREIRA, Adriana; CASTRO, Fabrício  Luscino  Alves de; ROSSI-COELHO, Alessandra
Orientadora: Prof.ª Me. ALVES, Denise Ramos Silveira



  
TRATAMENTO CLÍNICO CIRÚRGICO DE INSUCESSO ENDODÔNTICO
Autores: LIMA, Hélem Jôsy Dorneles,BONANATO-ESTRELA,Cristiane ; ALVES, Denise Ramos Silveira; SILVEIRA, Rubens Jorge
Orientadora: Prof.ª ROSSI-COELHO, Alessandra



TRAUMATISMO DENTÁRIO COM ENVOLVIMENTO PULPAR
Autor: ANDRADE, Leandro, sandes.
Orientadora: Profª ROSSI-COELHO, Alessandra





quinta-feira, 28 de março de 2013

FELIZ PÁSCOA


O nome páscoa surgiu a partir da palavra hebraica “pessach” (“passagem”), que para os hebreus significava o fim da escravidão e o início da libertação do povo judeu (marcado pela travessia do Mar Vermelho, que se tinha aberto para “abrir passagem” aos filhos de Israel que Moisés ia conduzir para a Terra Prometida).
Ainda hoje a família judaica reúne-ne para o “Seder”, um jantar especial que é feito em família e dura oito dias. Além do jantar há leituras nas sinagogas.
Para os cristãos, a Páscoa é a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida: a Ressurreição. A passagem de Deus entre nós e a nossa passagem para Deus. É considerada a festa das festas, a solenidade das solenidades, e não se celebra dignamente senão na alegria.
Em tempos antigos, no hemisfério norte, a celebração da páscoa era marcada com o fim do inverno e o início da primavera. Tempo em que os animais e as plantas reaparecem. Os pastores e camponeses presenteavam-se uns aos outros com ovos.
Símbolos:
A festa tradicional associa a imagem do coelho, um símbolo de fertilidade, e ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar, dados como presentes. A origem do símbolo do coelho vem do fato de que os coelhos são notáveis pela sua capacidade de reprodução. Como a Páscoa é ressurreição, é renascimento, nada melhor do que coelhos, para simbolizar a fertilidade!
Os Ovos de chocolate:
Pintar ovos com cores da primavera, para celebrar a páscoa, foi adotado pelos cristãos, nos século XVIII. A igreja doava aos fiéis os ovos bentos.
A substituição dos ovos cozidos e pintados por ovos de chocolate, pode ser justificada pela proibição do consumo de carne animal, por alguns cristãos, no período da quaresma.
A versão mais aceite é a de que o surgimento da indústria do chocolate, em 1830, na Inglaterra, fez o consumo de ovos de chocolate aumentar.
O Coelho da Páscoa:
Os coelhos são animais capazes de gerar grandes ninhadas, representam a fecundidade e a reprodução constante da vida, por isso simboliza a capacidade da igreja de criar novos discípulos com a missão de propagar a palavra de Deus a todos os povos.
Sexta-feira Santa:
É o dia do julgamento, da condenação, do martírio, morte e sepultamento de Jesus. A morte de Jesus é denominada como Paixão, uma metáfora de um ato de amor e de entrega. O silêncio, o jejum e a oração predominam neste dia.
Domingo de Páscoa:
Durante este dia são celebradas missas que proclamam a resurreição de Cristo. Pela tradição é vedado aos cristãos comer Carne Vermelha durante a Quaresma. As famílias reúnem-se para festejar o renascimento do dileto filho de Deus.
Porque razão é que a data da Páscoa varia todos os anos?
O dia da Páscoa é o primeiro domingo depois da Lua Cheia que ocorre no dia ou depois de 21 março (a data do equinócio). Entretanto, a data da Lua Cheia não é a real, mas a definida nas Tabelas Eclesiásticas. (A igreja, para obter consistência na data da Páscoa decidiu, no Conselho de Nicea em 325 d.C, definir a Páscoa relacionada a uma Lua imaginária – conhecida como a “lua eclesiástica”).
A Quarta-Feira de Cinzas ocorre 46 dias antes da Páscoa, e portanto a Terça-Feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa. Esse é o período da quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas.
Com esta definição, a data da Páscoa pode ser determinada sem grande conhecimento astronómico. Mas a sequência de datas varia de ano para ano, sendo no mínimo em 22 de março e no máximo em 24 de abril, transformando a Páscoa numa festa “móvel”.
A sequência exata de datas da Páscoa repete-se aproximadamente em 5.700.000 anos no nosso calendário Gregoriano.
Fonte: portaldafamilia/Kid-cafeescola/significados/catequesecatólica

terça-feira, 30 de outubro de 2012

O uso inadequado dos exames complementares

Prof. João Gilberto Maksoud
Professor Titular da Disciplina na Cirurgia Pediátrica do Departamento de Cirurgia da FMUSP
Chefe do Serviço de Cirurgia Pediátrica do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas

Em 1982, escrevi sob o mesmo tema, onde procurei mostrar que a grande maioria dos exames complementares solicitados são dispensáveis ou desnecessários. Recentemente escrevi, a pedido, para a Revista de Medicina dos estudantes da Faculdade de Medicina da USP, outro editorial retomando mais uma vez o assunto.
Creio que, assim, esta minha antiga luta, pela racionalização do uso dos exames complementares, passa a ser mais conhecida, ao difundir uma orientação que há anos vimos imprimindo aos residentes da Disciplina de Cirurgia Pediátrica da Faculdade de Medicina. Mutos exames complementares são solicitados sem critério, de modo inadequado e indiscriminado, não atendendo ao princípio fundamental que é o de esclarecer diagnósticos ou situações específicas não passíveis de serem esclarecidos por outros meios. O problema tem se agravado com o passar do tempo, principalmente pelo aparecimento dos novos e fascinantes métodos de diagnóstico, fazendo aumentar o encantamento dos médicos, principalmente dos jovens, pelos exames complementares, gerando a falsa e mística sensação de estar praticando uma medicina
moderna, atualizada, segura e eficiente, quando, na realidade, trata-se de uma medicina desvirtuada, sem lógica e sem respeito ao doente.
Sinto que, por mais que tento apontar para a utilização racional dos exames laboratoriais e radiológicos, dificilmente conseguirei algum resultado pois este modo de agir foi moldado de maneira indelével no espírito e na formação profissional dos médicos. A necessidade compulsiva de solicitar exames está enraizada na cultura do médico, é parte integrante de sua formação acadêmica, sendo particularmente florida naqueles de atividade universitária. Nunca há a preocupação em se discutir o assunto em favor de um raciocínio lógico na solicitação dos exames. Poucos têm espírito crítico sobre a real necessidade de determinado exame. Algumas solicitações não são sequer inteligentes pois vasculham alterações ou situações passíveis de serem excluidas pelo exame clínico ou simplesmente pelo conhecimento da fisiopatologia das doenças. Para doenças apenas semelhantes ou para aquelas doenças diferentes mas que têm eventual ponto em comum, são sempre solicitados o mesmo conjunto imutável de exames laboratoriais para que o diagnóstico possa ser aclarado, quando um simples exame clínico poderia prescindir de vários deles.
A verdade incontestável é que quanto mais se conhece de determinada doença e de sua fisiopatologia, menor o número de exames que se solicita para seu diagnóstico. Mesmo tendo bom conhecimento fisiopatológico das doenças, alguns médicos continuam a solicitar exames desnecessários, pois não conseguem se libertar desta compulsão.
Muitos exames, mesmo alguns sofisticados, progressivamente passam de complementares a "exames de rotina". É freqüente vermos doentes com patologias relativamente simples ter seus prontuários repletos de exames inúteis, muitos deles sem qualquer conotação com o caso. Outras vezes, as solicitações de exames são desorientadas porque não buscam qualquer dado fundamental relevante.
O problema é maior em hospitais universitários, notadamente naqueles com maiores recursos diagnósticos, que têm maior possibilidade de dar vasão ao incontido prazer de solicitar exames. Nos hospitais escola, muitos exames são pedidos como parte de uma rotina, que nào deve existir pois os casos têm que ser individualizados, mas cuja rotina o médico jovem cm formação tem medo cie nào seguir com receio cie ser criticado por grave omissão! Ele é treinado para seguir a rotina ou o protocolo .sem raciocinar, mesmo dianic d c- alternativas ou possibilidades mais inteligentes e mesmo diante de casos que certamente não necessitariam seguir o protocolo. Daí a grande responsabilidade dos serviços universitários e dos responsáveis pelo ensino.Há quem não saiba diferenciar o ensino médico utilizando o raciocínio clínico, lógico, daquele que procura esquadrinhar a doença ou fazer diagnóstico apenas por meio de exames complementares.
É interessante notar como nas visitas médicas os casos clínicos são apresentados pelos residentes e até por médicos mais experientes como indisfarçado prazer e orgulho, quando repletos de exames complementares. Quanto mais complexos, coloridos e bonitos, maior a felicidade e o orgulho. Ficam surpresos e decepcionados quando mostramos que vários exame são inúteis ou desnecessários. Muitos exames são solicitados apenas para ter o caso muito bem
documentado(palavra terrível para o doente, perigosa para o residente e maléfica para o ensino médico).O que é mais incompreensível e lamentável é como, mesmo identificado o erro, o mesmo é aceito passivamente,de modo indiferente, sem que se esboce qualquer tipo de reação ou contestação, permitindo que o erro se perpetue, como se o mesmo não existisse. Toda vez que procuramos discutir a questão, o assunto é rapidamente desviado ou visto com ironia, como se isso fosse absolutamente secundário, pouco significativo, desprezível, anedótico. Existem vários e freqüentes tipos de inadequação na solicitação dos exames.O primeiro é a repetição de exames recentes, quando nada foi feito e nada ocorreu para que o resultado anterior pudesse ser modificado. Parece que o médico está tão inseguro que não acredita no que está vendo ou não conseque entender o que está vendo e solicita novamente o mesmo exame para ver se algum fenômeno desconhecido modifica o resultado inicial. Há uma generalizada adoração pelos eletrólitos plasmáticos e pelos testes de função hepática, solicitados para qualquer situação clínica, qualquer doença, mesmo naquelas sem a remota possibilidade de apresentar
alteração destes parâmetros.
Outro erro freqüente é a solicitação de ultrassom, radiografia simples e/ou tomografia computadorizada em situações nas quais não há indicação. Toda vez que o médico não sabe o que fazer ou está inseguro, solicita ultrassom, mesmo em casos que a radiografia simples do abdome ou o ultrassom nada podem indicar. Estes exames são freqüentemente solicitados na suspeita de apendicite aguda, hérnia inguinal, hidrocele, cistos cervicais, cistos superficiais palpáveis e visíveis(I), criptorquidia e outras condições nas quais jamais o ultrassom deve ser solicitado por ser totalmente inapropriado ou desnecessário. O diagnóstico da apendicite aguda é feito única e exclusivamente pelo exame físico; qualquer exame solicitado, repito, qualquer, sem exceção, é desnecessário, pois não faz o diagnóstico diferencial.
Na dúvida, aguarde a evolução e a natural definição do caso.
Creio que uma maneira sensata de se verificar a validade e adequação de determinado exame é tentar responder
as seguintes indagações, que servem como verdadeiro instrumento de auto-controle:
1. O exame é realmente indispensável?
2. Este exame exprime efetivamente o que pretendo investigar?
3. O exame é importante para o diagnóstico, prognóstico, para estabelecer ou alterar determinada conduta?
4. O exame irá mostrar algum fato que já conheço ou que não possa ser esclarecido por um exame menos invasivo, mais simples, pelo simples exame físico ou por outro exame já solicitado e cujo resultado já conheço?
5. Finalmente, poderei, algum dia, dispensar este exame, quando entender melhor esta doença e tiver mais confiança no que estou fazendo?
Asssim, acredito que, na maioria das vezes, os exames são solicitados por insegurança, pois a experiência permite prescindir de exames; a segurança, a experiência e o seguro conhecimento fisiopatológico das doenças superam qualquer exame complementar.
Ao expor esta maneira de pensar, viso o respeito a criança, o raciocínio claro, a conduta inteligente de cada caso e um ensino médico mais sensato.
Fico feliz em verificar que para aqueles com quem convivo mais freqüentemente, os residentes e colegas do Serviço de Cirurgia Pediátrica do Instituto da Criança, esta minha doutrina encontra eco.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

CÉREBRO DE MACACO

O delírio do consumismo nos transforma em monstros di­fíceis de confrontar. Quem já não se surpreendeu na liquida­ção da loja X, Y ou Z da Champs-Ely­sées em luta corporal contra o oriental ou russo por um artigo de roupa pelo qual depois percebe que não teria valido a pena perder a vi­da? Pois é, eu também nunca me colhi nesse tipo de situação degra­dante, claro que não, só estou di­zendo.
E quem nunca voltou com hérnia dos EUA de tanto carregar sacola? Também não é o meu caso, aliás nem sei de onde me veio a imagem.
E essa agora do programa do Jimmy Kimmel, na semana de lan­çamento do iPhone 5, em que, a fim de testar o grau de alucinação dos consumidores, jogou na mão do sujeito que passava na rua um iPhone 4 fingindo ser o modelo no­vo (bit.ly/QTt6yU).
As reações foram as mais engra­çadas: "É mais leve", "Mais rápido", "A tela é maior". É da natureza hu­mana fazer de tudo pelo brinquedi­nho novo, até se iludir, não?
Ainda mais peculiar foi a pesquisa do instituto Data Popular, que pintou no iG nestes dias, sobre a clas­se AB não estar gostando nadinha da ascensão da ralé.
O resultado atesta que 55,3% dos consumido­res das classes AB creem que os produtos deveriam vir em versões "para rico e para pobre"; 49,7% pre­ferem ambientes frequentados por pessoas do seu nível social; 48,4% acreditam que a qualidade dos ser­viços piorou com o acesso dos mais pobres;16,5% gostariam de ver gente mal vestida barrada dos luga­res que frequentam e 26% dizem que a chegada de uma linha do metrô na região onde moram traria 'gente in­desejada' para a área.
Não sei se o leitor se lembra (mui­to provavelmente não), mas ques­tionei neste cantinho de céu há pouco tempo o que era preciso ter/ser para pertencer à classe gar­galhada (AAA).
Acabei descobrindo que os insti­tutos de pesquisas, esses horrendos laboratórios de análise que servem para desvendar os mecanismos que levam o consumidor a entregar a al­ma ao diabo do consumo utilizam um tal "critério Brasil" para efetuar suas medições.
O critério Brasil classifica as pes­soas em relação à posse de bens no domicílio e ao grau de instrução do chefe de família, ou seja, a classe A não é avaliada por escolaridade ou poder econômico, mas por um mix das duas coisas. E não importa se estamos falando de uma periguete ou de uma velha encrenqueira co­mo eu, sempre iremos medir quan­tas TVs, banheiros, refrigeradores etc estão disponíveis no local em que a criatura reside.
Ocorre que este critério não con­segue mais refletir as diferenças entre as classes, já que todos estão consumindo parecido. E, para con­fundir ainda mais, o pessoal da classe AB geralmente se define como sen­do da classe C, diz não ter dinheiro no fim do mês, mas compra na Se­phora do shopping em um país em que a maioria não convive com es­goto. Uma bagunça dos diabos.
A graça de pertencer ao mundo do consumo reside na exclusividade. Quanto mais excludente for a mi­nha compra, mais status terei. A "inclusão" é linda no discurso, mas na prática gera um incômodo enor­me. Se todo mundo tiver bolsa Guc­ci, como vou me diferenciar? Terei de andar a ca­valo na Andaluzia de madrugada com o adestrador da rainha Eliza­beth? Ou, quem sabe, serei obriga­da a fazer como meu amigo, que re­centemente pagou uma fortuna para ser perseguido por um leão de verdade na África? No marketing, a experiência tem o nome de "story­telling". Quem se aventura a voltar da Manchúria contando que co­meu cérebro de macaco?
Por BÁRBARA GANCIA

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Semana Mundial de Aleitamento Materno - SMAM

A Semana Mundial de Aleitamento Materno faz parte de uma história mundial focada na Sobrevivência, Proteção e Desenvolvimento da Criança.

Desde sua criação em 1948 que a Organização Mundial de Saúde – OMS tem entre suas ações aquelas voltadas a saúde da criança, devido a grande preocupação com a mortalidade infantil. Em 1990, de um encontro organizado pela OMS e UNICEF resultou um documento adotado por organizações governamentais e não governamentais, assim como, por defensores da amamentação de vários países, entre eles o Brasil.




O documento chamado “Declaração de Innocenti” apresentou quatro objetivos operacionais:

• Estabelecer um comitê nacional de coordenação da amamentação;
• Implementar os "10 passos para o sucesso da amamentação" em todas as maternidades;
• Implementar o Código Internacional de Comercialização dos Substitutos do Leite Materno e todas as resoluções relevantes da Assembléia Mundial de Saúde;
• Adotar legislação que proteja a mulher que amamenta no trabalho.
Com o objetivo de seguir os compromissos assumidos pelos países com a assinatura do documento, foi fundada em 1991 a Aliança Mundial de Ação pró-Amamentação – WABA. Essa Organização criou no ano de 1992 a Semana Mundial de Aleitamento Materno, para promover as metas da “Declaração de Innocenti”.

A Semana Mundial é considerada como veículo para promoção da amamentação. Ocorre em 120 Países e, oficialmente, é celebrada de 1 a 7 de agosto. A WABA define, a cada ano, o tema a ser trabalhado na Semana, lançando materiais que são traduzidos em 14 idiomas. Entretanto, a data e o tema podem ser adaptados em cada País a fim de que seja obtido mais e melhores resultados do evento.

No Brasil, o Ministério da Saúde coordena a Semana Mundial de Aleitamento Materno desde 1999. Sendo responsável pela adaptação do tema para o nosso País e elaboração e distribuição de cartaz e folder. Tem o apoio de Organismos Internacionais, Secretarias de Saúde Estaduais e Municipais, Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, Hospitais Amigos da Criança, Sociedades de Classe e ONGs.


Consulte sobre a SMAM no site da WABA  
  • Veja Fotos:
    Eventos da SMAM 2001 - Brasília
    Solenidade de Abertura Oficial da SMAM 2004 no Rio de Janeiro
    Comemoração da SMAM 2006 em Itabuna / BA
    Evento na SMAM 2007 no Rio de Janeiro
    Comemoração da SMAM 2007 em Araxá / MG
    Solenidade de Abertura Oficial da SMAM 2008 - Rio de Janeiro
    Solenidade de Abertura da SMAM 2008 em São Luíz/MA
    Solenidade de Abertura da SMAM 2008 em João Pessoa/PB
    Solenidade de Abertura da SMAM 2008 em Macapá/AP
    Evento da SMAM 2008 na Maternidade Dona Evangelina Rosa, Terezina/PI
    Evento da SMAM 2008 no Instituto Fernandes Figueira, Rio de Janeiro/RJ
    Comemoração da SMAM 2008 em Itapira/SP
Saiba mais acessando os links abaixo:
Waba 2011: Comunique-se! Amamentação uma experiência em 3D

Organize seu evento para a SMAM 2011

Abertura da SMAM 2011 e Material de divulgação do MS

Aconteceu na SMAM 2011 pelo Brasil

Semana Mundial de Aleitamento Materno 2010

Dez passos para o sucesso do aleitamento materno

Programação da SMAM 2010

Abertura da SMAM 2010

Eventos realizados na SMAM 2010


Comemorações da SMAM 2009 no Brasil

SMAM 2009: Materiais do Ministério da Saúde e Programações no Brasil.

Semana Mundial de Aleitamento Materno 2009 - Você está preparado?

Temas da SMAM desde 1992

XVI Semana Mundial de Aleitamento Materno ano 2007

Veja o como foi a SMAM 2007 em algumas cidades

Tema de 2008 no Brasil e Programações de Bancos de Leite Humano

Tema lançado pela WABA para 2008 e algumas programações dos Bancos de Leite Humano

Aconteceu na Semana Mundial de Aleitamento Materno 2008...